Esclerose múltipla, neuromielite óptica e doenças neuroimunológicas: atuação em Belo Horizonte

Esta página explica quais doenças a Dra. Raquel Vassão acompanha, quando procurar avaliação e como o cuidado é conduzido.

Dra. Raquel Vassão, médica neurologista | CRM-MG 55450 | RQE 49836

O que são doenças desmielinizantes e neuroimunológicas

Definição em linguagem simples

São doenças em que o sistema imunológico agride o próprio sistema nervoso.

Nas desmielinizantes, o alvo é a mielina, a camada que reveste os neurônios do cérebro, dos nervos ópticos e da medula.

Por que pedem um acompanhamento dedicado

  • Os sintomas se parecem entre si e com os de outras doenças
  • O diagnóstico depende da soma de consulta, exame neurológico e exames
  • O tratamento muda conforme a doença
  • O seguimento é de longo prazo

Condições acompanhadas

MOGAD

Doença associada ao anticorpo anti-MOG. Pode afetar nervos ópticos, medula e cérebro.

Mielites

Inflamações da medula espinhal. Podem causar fraqueza, dormência e alterações da bexiga.

A Dra. Raquel coordenou o Ambulatório das Mielites do CAPPEM, na Santa Casa BH.

Neurite óptica

Inflamação do nervo óptico. Costuma causar visão embaçada e dor ao mover o olho.

Pode ocorrer de forma isolada ou estar ligada a outra doença, o que pede investigação.

Encefalites autoimunes e ADEM

Inflamações do cérebro causadas pelo sistema imunológico.

A ADEM, ou encefalomielite disseminada aguda, é uma dessas formas.

Quando procurar avaliação

Sintomas que merecem investigação

Sintomas neurológicos novos que duram mais de 24 horas:

  • Visão embaçada ou dor em um olho
  • Formigamento ou dormência persistentes
  • Perda de força
  • Desequilíbrio
  • Sensação de aperto em faixa no tronco, conhecida como "abraço da esclerose múltipla"
Primeiros sinais de esclerose múltipla

Diagnóstico recente

Momento de confirmar o quadro, tirar dúvidas e definir o plano de cuidado.

Dúvida sobre o tratamento atual

  • Sintomas novos durante o tratamento
  • Efeitos indesejados do medicamento
  • Sensação de que as queixas não foram consideradas

Como funciona a avaliação

  1. 01

    História clínica e exame neurológico

    A consulta começa pela conversa detalhada sobre os sintomas.

    Depois vem o exame neurológico: visão, força, sensibilidade, coordenação e equilíbrio.

  2. 02

    Análise de ressonâncias e exames anteriores

    As imagens são analisadas diretamente, junto com os laudos.

  3. 03

    Exames complementares, quando necessários

    • Nova ressonância magnética
    • Exame do líquor
    • Exames de sangue, inclusive a pesquisa de anticorpos como o anti-aquaporina 4 e o anti-MOG

    O teste anti-aquaporina 4 foi incorporado ao SUS em 2025. A Dra. Raquel coordenou esforços por essa incorporação.

  4. 04

    Diagnóstico e explicação do plano

    Os achados são explicados em linguagem clara.

    Nem sempre o diagnóstico se fecha na primeira consulta. Às vezes, ele depende de novos exames.

Possíveis abordagens de cuidado

Tratamento contínuo: terapias modificadoras da doença

Medicamentos de uso regular que reduzem a atividade inflamatória da doença.

Podem ser injetáveis, orais ou aplicados por infusão. A escolha é individual.

Tratamento do surto: pulsoterapia e plasmaférese

  • Pulsoterapia: corticoide em dose alta, na veia, por poucos dias
  • Plasmaférese: procedimento que filtra o sangue, considerado em surtos que não respondem ao corticoide

Segunda opinião e investigação de casos complexos

Para quem é

  • Quem tem dúvida sobre o diagnóstico
  • Quem não se sente bem com o tratamento em uso
  • Quem tem um quadro neurológico ainda sem explicação

O que é revisado na consulta

  • Ressonâncias e laudos anteriores
  • Exames de sangue e de líquor
  • Histórico de sintomas e de tratamentos

Presencial ou online

A segunda opinião pode ser presencial ou por teleconsulta, conforme a avaliação médica.

Situações de vida que pedem planejamento

Atividade física e rotina

Exercício, trabalho, viagens e cansaço fazem parte da conversa na consulta.

A fadiga é um sintoma frequente e merece ser relatada.

Limites e cuidados

Sem promessa de cura ou de ausência de surtos

O objetivo do tratamento é reduzir a atividade da doença.

Cada pessoa responde de uma forma, e o plano é revisto ao longo do tempo.

Tratamentos sem comprovação: megadoses de vitamina D

Doses muito altas de vitamina D não substituem o tratamento da esclerose múltipla.

Em excesso, a vitamina D eleva o cálcio no sangue e pode causar dano aos rins.

A suplementação, quando indicada, é definida e acompanhada pelo médico.

Nenhuma mudança de tratamento sem orientação médica

Iniciar, trocar ou suspender um medicamento por conta própria pode trazer riscos.

Perguntas frequentes sobre a atuação

A prática da Dra. Raquel é dedicada a doenças desmielinizantes e neuroimunológicas, além da investigação de casos complexos em neurologia.

São doenças diferentes, com exames e tratamentos próprios, embora os sintomas possam ser parecidos.

Não. A consulta pode ser agendada diretamente.

Sim. Muitos pacientes vêm do interior de Minas, e parte dos retornos pode ser feita por teleconsulta.

É uma sensação de aperto ou faixa em volta do tronco.

Dor no peito nova ou intensa pede avaliação imediata em pronto atendimento.

Dra. Raquel Vassão

Médica neurologista | CRM-MG 55450 | RQE 49836

Savassi, Belo Horizonte. Atendimento presencial e online.

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